quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A Casa dos Bronzes por Ellery Quenn

A CASA DOS BRONZES22225

Título original: The House of Brass

Autor (a): Ellery Quenn

Ano de lançamento: 1976

Número de páginas:  266

Gênero: Romance policial


"Você foi convidado para um assassinato" era essa a apresentação do convite feito pelo milionário Hendrik Brass e enviado à 6 pessoas estranhas, homens e mulheres, que além de não se conhecerem também não o conheciam. Todos chegaram à isolada mansão de Bronze atraídos pela angustiante promessa de fortuna. Mas, a partir do momento em que a reluzente porta de bronze da estranha casa se fecha atrás deles, começaram a notar que tinham sidos atraídos para uma encenação em uma monstruosa brincadeira, uma brincadeira saída de uma mente brilhante e pervertida... uma brincadeira onde o clímax seria um assassinato.

Quando comecei a leitura de A Casa dos Bronzes achei-o um tanto parecido com O Caso dos Dez Negrinhos por Agatha Christie. Isso porque o começo do livro nos traz aquela coisa de pessoas sendo convidados a passar alguns dias em uma mansão onde assassinatos começam a ocorrer assim como o livro da Rainha do Crime, mas é claro que A Casa dos Bronzes não o superou. O livro é narrado em terceira pessoa e se mostra muito detalhado.

A história interessa bastante. Seis pessoas desconhecias recebem uma carta com dizeres relacionados com a Casa dos Bronzes junto a duas notas, uma de mil rasgada ao meio e outra de cem inteira. Essas seis pessoas se encontram mais tarde reunidos na mansão de Hendrick Bass (sim, "Bass" é "bronze" em inglês, irônico, não?), o anfitrião. Depois de alguns dias, algum ocupante da mansão é assassinado de repente. E é  assim que começa toda complicação.

O fato da mansão ser completamente toda revestida de bronze torna o livro cada vez mais misterioso. Há um pouco de suspense envolvido, mas é pouco e muito menos do que eu imaginava. Mesmo A Casa dos Bronzes ser um livro antigo, ele despertou meu interesse com sua trama entre os personagens, tanto o anfitrião  Hendrick Bass, quanto os seus hóspedes convidados. A história é realmente ótima no inicio, mas durante o meio ela se torna mais entediante e no final se torna um pouco chata. A revelação do assassino é muito demorada nos frustrando, porque a todo instante o autor nos faz pensar que revelou quem é o assassino quando, do nada, nos contraria. Infelizmente acontece esse fato frequentemente  mas acho que a revelação final compensa.

Os personagens dessa obra de Ellery Quenn tem características próprias. Há os que são bravos, os que são tarados, os que são heróis e que são vilões. Acho isso de o autor também ter um personagem com o seu nome divertido. O detetive Ellery Quenn é novo para mim, mas digo que o apreciei. Ele é inteligente e também não é tão sério quanto os famosos Sherlock Holmes e Hercule Poirot. Pretendo ler mais obras do autor/detetive e ver se elas irão ser do meu agrado assim como A Casa dos Bronzes foi.

5 comentários:

  1. O livro me parece ser bem interessante, até bem pesado.
    Só o título do livro já me deixou interessado, deve ser fascinante.

    Abração!

    http://livronasmaos.blogspot.com.br/

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    1. Há algumas partes que são um pouco pesadas, Markos. Mas o livro é ótimo.

      Obrigado pelo recado!
      Abraços!

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  2. parceiro!
    Fiquei curiosa pelo livro, agora! Tirei por base que, de Agatha Christie, O Caso dos 10 Negrinhos, é meu favorito!!!
    Sua resenha bem escrita me fez ter vontade de conhecer. Eu entendi mal ou o nome do detetive do livro é o mesmo que o do autor?
    Abraços.
    :)

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    1. É, Telma, o nome do autor também é o nome do detetive, criativo, não? rsrsrs.
      Também considero O Caso dos 10 Negrinhos o meu favorito da Rainha do crime.
      Obrigado pelo recado!
      Abraços!

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  3. Já li, e digo, é um excelente Romance.

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