segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Eu, Robô por Isaac Asimov

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Título original: I, Robot

Ano de lançamento: 204

Número de páginas: 352

Gênero: Ficção cientifica 


Isaac Asimov retoma uma das personagens principais, a grande roboticita Susan Calvin, a faz contar, em retrospecto, histórias que resumem a evolução da robótica. A narrativa engenhosa conduz o leitor com um didatismo disfarçado: levados pela imaginação e pelo humor de Asimov, nem nos demos conta da lição da história da robótica que acabamos apreendendo. Entre a babá da primeira história e a Máquina, com maiúscula, que controla toda a Terra, na última, há ainda espaço para robôs que enlouquecem, que fazem piadas, que leem pensamentos e até robôs orgulhosos de serem mais espertos do que os seres humanos. Eu robô também apresenta as três leis da robótica, outro alicerce da ficção cientifica. De acordo com elas, a primeira obrigação de um robô é proteger seres humanos, a segunda é obedecer às ordens de humanos e a terceira é se proteger. A aparente simplicidade esconde os numerosos conflitos que podem surgir, e servem de mote para mais de uma história. 

Se você, assim como eu, pensou que esse livro originou o filme "Eu, Robô" você também acabou se enganando. Há pouquíssimas coisas em comum entre o filme e o livro, à não ser que ambos se tratam de robôs e muito é falado sobre as três leis robóticas (uma das poucas coias que salvam o livro).  Um dos grandes motivos de ter escolhido "Eu, Robô" como minha próxima leitura foi porque sempre gostei do filme, mas agora vejo que uma coisa nada tinha a ver com a outra.

1ª lei robótica - Nenhum pode ferir um ser humano, nem permitir que sofra, por inação, qualquer dano.

2ª lei robótica - Um robô tem que obedecer às ordens que lhe foram dadas pelo ser humano, a menos que contradigam a primeira lei.

3ª lei robótica - A obrigação de cada robô é preservar a própria existência , desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.

Todo o livro se baseia nas três leis robóticas, cada um dos nove contos (que é como o livro é apresentado). Cada conto é diferenciado do anterior e quanto mais você passa o capítulo, mais sério o livro vai se tornando. Dentre os melhores contos/capítulos "Brincando de Pique" e "O Pequeno Robô Perdido" estão entre meus favoritos, ainda porque os outros fizeram com que não me apegasse a eles. Mas esses dois me fizeram gostar um pouco mais do livro e dá própria protagonista da história, Susan Calvin, mesmo os meus personagens favoritos do livro serem Powel e Donovan. Susan é muito inteligente e não á ninguém capaz de entender os robôs como ela.

"Eu, Robô" não foi um livro que me deixou apaixonado. Admito que ele trás uma leitura um tanto cansativa, porque no mesmo tempo que você acha que o livro está melhorando ele acaba decaindo para um conto chato e monótono. Então acho que ler "Eu, Robô" é como estar em uma montanha-russa onde você o acha legal e logo sua opinião muda de repente. Chegava a ser difícil saber em que ambiente se passava cada conto, pois em alguns deles não é a Terra o lugar principal, mas sim o espaço.

2 comentários:

  1. O livro é interessante, apesar dessa montanha russa, rsrs, gosto muito de ficção científica, muito boa sua resenha, beijo.

    http://loucurasedevaneiosbyliza.blogspot.com.br/

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    1. É bem difícil acabar não desistindo do livro durante essa montanha-russa frequente, mas isso pode ser diferente pra quem é apaixonado por ficção cientifica.

      Obrigado pelo recado!
      Abraços!
      ;)

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